Como ajudar a pais que tenham perdido um filho (a)

Não existe dor maior que a de perder um filho ou filha. Nesse momento, o que mais querem os pais é terem o filho de volta, desejo esse que ninguém pode ajudar, mas pode-se ajudá-los de outras maneiras. É muito importante saber o que deve falar ou fazer, o que depende muito da sensibilidade de cada um.

Sugestão de alguns passos que devem ser tomados

1. Começar por ir ao funeral e/ou qualquer serviço relacionado (missa, reza do terço ou qualquer outro ato). Fazer esse esforço pode significar muito para os pais.

2.  Esperar momentos propícios para falar.

Sugiro começar com um abraço caloroso sem palavras, às vezes o silêncio ajuda mais que muitas palavras. Evitar palavras de consolo, tais como “Deus o chamou porque era a hora dele”, “Deus quis assim”, “Deus nos dá a carga que podemos carregar”, “ele está em lugar melhor“, “ele está com Deus”, “a vida continua”, “você tem outros filhos”, “vocês ainda são jovens e poderão ter outros filhos”, entre outras. Em um primeiro momento, frases como estas não trazem nenhum consolo, por se encontrarem na fase de não aceitação da partida do filho. É um momento muito difícil, eu sempre peço ao Espírito Santo para me dar sabedoria sobre o que devo falar ou fazer ou até mesmo se devo ficar calada. Cada pessoa reage diferente diante de uma situação dolorida como esta.

3. Haverá momentos não receptivos, momentos de sentimento de baixa estima, de perda de valores.

Caso perceba desinteresse em falar sobre seus sentimentos, respeite sua vontade. Nesse momento, talvez necessitem de sua demonstração de amor e compaixão. Use sua sensibilidade. Procure dar um abraço caloroso em silêncio. Diga frases como estas: “conta sempre comigo”, estou a sua disposição. Deixe que chorem em teu ombro, é normal e saudável que chorem muito.

4. O que fazer com o quarto e os pertences do filho?

Deixe que os pais decidam. Este é um assunto delicado. Uns podem preferir se libertar dos pertences, outros podem preferir conservar por um tempo. Eu recordo que, quando perdi minha filha, no mesmo dia uma amiga me perguntou se eu queria que retirasse todos os pertences dela e levasse para uma entidade filantrópica. Aquela pergunta me chocou muito e me fez sentir que, caso eu aceitasse, seria como se estivesse fugindo da minha filha e do que a ela pertencia.

5. Deve falar sobre o filho/a?

A maioria dos pais gosta de falar sobre o filho/a com a sensação de como se ele estivesse presente. Pode acontecer que outros não gostem ou não estejam dispostos a tocar no assunto a qualquer momento. É uma situação que requer sensibilidade e sutileza.

6. Manter o contato.

Procure manter o contato. Uma chamada por telefone, uma visita pode ser uma fonte de apoio. Pergunte como se sentem. Isto dá abertura para expor seus sentimentos, falar, chorar e desabafar o que mais necessita naquele momento. Procure não dar indicações de como fazerem para amenizar a dor. Contudo, quando sentir que estão receptivos, sugira ler a bíblia, ir à igreja e se entregar aos braços de Jesus pedindo forças, pois isso ajuda muito a seguir adiante. Mas para isso, precisa-se sentir o estado emocional dos pais. Pode acontecer que ainda estejam em choque e aborrecidos com Deus por ter permitido a perda. Esperar um momento adequado.

7. Colocar-se à disposição

Coloque-se à disposição deles, não só nos primeiros dias, quando parentes e amigos estão em volta, mas no período após todos terem retornado à sua rotina normal.

8. Datas comemorativas

Nas datas comemorativas, tais como natal, dia das mães, aniversário, etc., fazer contato por telefone, enviar uma mensagem por e-mail ou um cartão por correio.

9. O que deve ser evitado

Perguntar a forma como o filho partiu é um assunto muito delicado. O relatar dos fatos e detalhes do que aconteceu ou como aconteceu pode ser muito dolorido para os pais. Deixe que eles tomem a decisão de comentar como aconteceu.

Caso comecem a falar sobre o ente querido, não mude de assunto, escute e dê atenção. Tratando-se de pessoa conhecida, aproveite para falar também sobre as qualidades e virtudes do mesmo. A maioria das pessoas enlutadas aprecia ouvir de outras pessoas palavras agradáveis sobre o ser querido.

Não os pressione para deixarem de chorar, eles necessitam dar vazão à dor.

Nunca compare a perda de outro ente querido com a perda de um filho.

Este post tem 2 comentários

  1. Sou mãe de um principe que tinha 27 anos de idade, que foi morar com Deus há seis anos e um mes , a saudade e imensa,ate porque ele e um filho que toda maes gostaria de ter. Este meu depoimento e mais para o sentimento do Sr. Gregorio um pai que estar passando por tudo isso. Sr Gregório quero dizer ao Sr que o melhor que a fazer e se unir a sua familia em especial a sua mulhuer, aos demais filhos sou casada com um homem maravilhoso e sempre em uma perfeita sintonia, pós morte do Breno passamos a nos desentender, a discutir por nada, por sorte recebi de um amigo uma revista onte tinha um artigio que falava justamente sobre isso , a incidencia de discordias e desentidimentos e separacoa de pais , isso me fez despertar e procurar um psicologo e nos mesmos buscamos a saida, a igreja, a conversa, o dialogo e superamos , um grande abraço e boa sorte.

  2. Sou um pai que perdeu uma filha em julho com 18 anos acabados de fazer.
    Tudo o que li passou-se comigo e já se passaram 5 meses e o sentimento da perda da minha filha está a aumentar. Sinto falta e saudades dela. Algumas vezes principalmente quando me encontro s, no serviço, na igreja na rua a conduzir, penso nela e vêem-me lágrimas nos olhos. Também tenho tido desentendimentos com a minha esposa a mãe.

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